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Fotografar em Nova Iorque (e na vida, assim em geral) - A Pipoca mais doce
28 Out

Fotografar em Nova Iorque (e na vida, assim em geral)

Muita gente me tem feito perguntas sobre o curso de fotografia que estou a fazer aqui em Nova Iorque: porque é que escolhi este, onde é, quanto tempo dura, quanto custa, etc e tal. Ora bem, em primeiro lugar, é óbvio que não é preciso sair de Portugal para se aprender fotografia. Fiz vários cursos bons aí e até há alguma escolha, pelo menos em Lisboa. Para quem quer começar, acho até preferível que o façam em português, para que percebam bem a parte técnica e as noções básicas de fotografia. Se não tivesse vindo já com essa base acho que chegava aqui e ficava um bocadinho a apanhar do ar, até porque sou a única estrangeira na turma e a professora não abranda o ritmo por minha causa. É sempre a abrir.

Então porque é que vim? Vários motivos: porque continuo a achar que me falta muito conhecimento técnico, porque as viagens estavam em conta (400 e poucos euros), porque tinha onde ficar, porque a estrutura do curso me pareceu interessante, porque tinha boas referências da escola, porque tinha a certeza de que, numa cidade como Nova Iorque, ia passar o tempo a fotografar, e porque acredito que todas as viagens nos abrem os horizontes. Gosto da troca de experiências com os meus colegas, de conhecer gente de outros meios, com percursos diferentes, essa parte é sempre muito compensadora. E tive sorte, calhou-me uma turma particularmente divertida e entusiasmada.
Estou a fazer o curso Photography I no International Center of Photography, com uma professora incrível, a Keisha Scarville. É um curso de introdução à fotografia digital, mas que não se fica pela trilogia “abertura/velocidade/ISO”. Também damos edição, composição e tem uma enorme componente prática. Vamos para a rua fotografar em todas as aulas, temos trabalhos de casa, estamos sempre em movimento. Havia muitoooooos outros cursos que gostava de ter feito no ICP, mas as datas não coincidiam. Uma pena, porque aquilo é um mundo, espreitem o programa, que vale a pena. Mas também não são propriamente baratinhos. O meu custou 810€ dólares (cerca de 740 euros, e sim, fui eu que paguei) e dura quatro dias inteiros distribuídos por dois fins-de-semana. Penso que também há a versão diária, durante uma semana, mas escolhi este porque me deixava tempo livre para fazer outras coisas pelo meio. Estou a gostar mesmo, mesmo, mesmo muito.
Também me têm feito muitas perguntas sobre a máquina que estou a usar. Passei recentemente de uma Canon 6D para uma Canon 5D Mark IV, que é um maquinão brutal. Está acima do meu nível, ainda há muita coisa da qual não tiro partido, mas a ideia é que esta máquina me acompanhe por muitos e bons anos, assim Deus lhe dê muita saúde. A ela e a mim, já agora. Vou começar uns novos projectos e acho importante ter uma boa máquina (para fotografar e para filmar), mas é claro que para quem está a começar e só quer tirar umas fotos em viagens e pouco mais, se calhar não faz sentido um investimento tão grande em material, sobretudo se não souberem utilizá-lo. Baby steps. Há alguns meses falei-vos aqui de algumas novidades Canon e continuo a achar que, por exemplo, a compacta Gx7, é uma máquina muito, muito boa e versátil (custa cerca de 700 euros). Parece-me uma boa aposta, mas óbvio que a escolha de uma máquina depende sempre do objectivo que lhe querem dar, dos conhecimentos que já têm, etc e tal. É um bocadinho pessoal.
E pronto, é basicamente isto. Não estou a pensar tornar-me fotógrafa profissional, não estou a pensar fazer vida disto, mas é um hobby que me dá muito prazer e sobre o qual quero saber mais. Em Nova Iorque ou noutro sítio qualquer.
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