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In my solitude - A Pipoca mais doce
7 Nov

In my solitude

Quando no curso de fotografia nos pediram que escolhêssemos um tema para trabalhar, soube imediatamente que queria fazer alguma coisa à volta da solidão. É um estado e um sentimento que me atemoriza tanto quanto me fascina e, curiosamente, é algo que sempre senti e que sempre vi em Nova Iorque. Numa cidade com quase tantos habitantes como Portugal inteiro, com um ritmo absolutamente frenético, não há vez nenhuma em que não sinta que as pessoas são muito voltadas para dentro. Deve ser a única forma de se sobreviver ali, mas isso também acaba por fazer com que, de alguma forma, nos sintamos sozinhos, por nossa conta. Percebi mais isso há uns anos, quando passei lá três semanas e consegui entrar um bocadinho mais no modo de vida, mas acho que é uma coisa constante, muito palpável, tantas vezes difícil de digerir. Gosto de solidão. Mas de solidão pontual, escolhida, não constante, só aquela solidão confortável de quem pode suspender o mundo uns instantes porque ele espera. Em Nova Iorque andei à procura da solidão. Das solidões. Encontrei-a muitas vezes ou, pelo menos, interpretei-a como tal. Deixo-vos algumas das fotos que fiz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos: Canon 5D Mark IV
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