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Lisbonary - A Pipoca mais doce
2 Jan

Lisbonary

Ao contrário dos outros anos, para este não tracei grandes planos. Na verdade, não tracei nenhum. Bom, mentira, há pelo menos um, assim um bocadinho mais delineado e que quero mesmo cumprir: fotografar mais. Desde que vim de Nova Iorque pouco peguei na máquina. Parece que quando estamos em casa há menos predisposição. Não apetece andar sempre com a máquina por arrasto e parece que se tem um olhar viciado e cansado sobre os sítios de todos os dias. Olha-se, mas não se vê. E eu quero ver, e quero fotografar e quero ter a capacidade de me surpreender com os lugares e as coisas de sempre. Foi por isso que decidi ressuscitar uma ideia que já tem uns meses, dar-lhe mais corpo e transformá-la em algo  consistente. O projecto chama-se Lisbonary, podem ler aqui mais em detalhe como surgiu a ideia, mas eu explico rapidamente: há uns meses, num workshop de fotografia, foi-nos pedido que fôssemos para a rua desenvolver um projecto. Eu resolvi pedir a estrangeiros que me descrevessem Lisboa numa palavra, na sua língua materna, e que me deixassem fotografá-los. Tão simples quanto isso. Ao projecto inicial acrescentei uma outra ideia: uma foto que ilustre cada palavra. Porque gosto [tanto] de Lisboa, porque quero saber como os outros a vêem, porque quero olhar para a cidade com um olhar novo, menos cansado. E então assim vai ser: uma pessoa por dia, uma palavra por dia, uma foto por dia. Começou ontem, dia 1, e  vamos ver até onde vai. Não sei o que me estará reservado para este novo ano, se haverá coisas melhores ou maiores, mas desconfio que o Lisbonary será o menino dos meus olhos em 2017.
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