No tempo dos meus pais comprava-se a chamada “mobília para a vida”. Era a mobília de sala, a de quarto, a da cozinha. Comprava-se assim, por atacado, em lojas não tão baratas quanto isso (que a oferta era pouca), e esperava-se que durasse a vida toda. Na casa dos meus pais a mobília tem praticamente a minha idade, pouco mudou. O estilo já se perdeu há muito – se é que alguma vez o teve – mas, a verdade, é que continua tudo impecável. Aquelas peças pesadíssimas, em madeira maciça, que são precisas umas 20 pessoas e uma carroça de bois para as conseguir deslocar. Ahhhh, belos tempos. Quem não se lembra de flagelos decorativos dos anos 80/90 como “o bar”, aquele móvel de canto – precisamente em forma de bar – a que nunca ninguém deu o uso original e que acabava sempre a servir para guardar tralha? E os “estúdios”, aqueles móveis de quarto em que a cama estava enfiada dentro de uma estante? E a tendência dos móveis em pinho envernizado? Só coisas boas.
Hoje em dia as coisas mudaram.
Há mais lojas, mais oferta, mais estilos, mais preços, mas a vontade do consumidor também já não é a mesma. Já não há muito essa coisa de comprar móveis para a eternidade, até porque, se todos forem como eu, rapidamente nos enjoamos das coisas. Ainda assim, acho que faz todo o sentido investir em algumas peças de qualidade. Por exemplo, sou defensora de bons sofás e de boas camas, porque são sítios onde passamos tempo e queremos conforto. E também gosto de iluminação, acho que ajuda muito a criar ambiente. Quanto ao resto, dá sempre para ir mudando. E depois, há as pequenas coisas que fazem a diferença. As fotografias, os quadros, os objectos especiais que nos oferecem ou que vamos coleccionando, peças que nos tocam e que queremos ter por perto. Gosto de casas com alma, em que eu reveja as pessoas, e tento que a minha seja assim, que seja uma boa representante daquilo que sou (com todas as minhas mudanças de estado de espírito, claro).
Apesar de haver muito mais oferta actualmente, tenho a ideia de que sempre que queremos peças de mobiliário ou de decoração acabamos nas mesmas duas ou três lojas. Ou somos um bocado preguiçosos para procurar novos espaços, ou preferimos jogar pelo seguro e ir às compras aos sítios de sempre. Eu acho que estou no meio termo. Vou às lojas do costume, mas também estou antenada para saber o que há de novo na cidade. E às vezes acontece o melhor de dois mundos, que é uma loja de que gostamos abrir um espaço novo. Ieeeeeeeeeeeeeiiiiii! Foi precisamente isso que aconteceu com a
KARE Design: já tinha uma loja fantástica na LX Factory, mas agora acaba de abrir um espaço tão incrível como gigantesco em Campo de Ourique. Tenho algumas peças da KARE cá em casa (uma delas, um candeeiro gigantesco, faz sempre todo um sucesso) e sempre que preciso de algum apontamento diferente acabo por passar por lá. A marca é alemã e combina uma data de estilos. Tem peças altamente irreverentes, mas também tem outras mais clássicas. Há de tudo. Nesta nova loja, com 850 metros quadrados (é muito, muito, muito grande) encontramos mobiliário, iluminação e acessórios de decoração, nos mais variados estilos. As peças são escolhidas de acordo com o público português, por isso não é nada difícil encontrarmos alguma coisa com a qual nos identificamos.

O que mais gosto na KARE é, provavelmente, o facto de ser uma loja que me surpreende e me arranca sorrisos. Porque tem coisas mesmo muito diferentes e divertidas. E nesta nova loja estamos sempre a esbarrar em coisas que nos divertem e, ao mesmo tempo, coisas que não nos importávamos nada de ter em casa. Depois de ter mudado o quarto e o escritório ando a ganhar coragem para renovar completamente a sala, por isso saí da KARE cheia de ideias e com uma data de peças que, desconfio, virão cá parar muito brevemente.
A KARE fica no número 3 da Rua Almeida e Sousa e está aberta todos os dias, das 10h00 às 20h00.
(Fotos: Canon 5D Mark IV)
(foto Salvador Esteves)
Post em parceria com a KARE Design
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