Janeiro é um mês que, normalmente, custa a passar, mas este ano parece que teve 83 dias. Todos os dias olhava para o calendário e tooooodos os dias pensava “mas não há meio de este mês chegar ao fim????”. Janeiro e Fevereiro são os piores meses do ano para mim (frio, chuva, neura), mas Janeiro acho que bate tudo. Acho que mal saí de casa, tenho ideia que passei grande parte do tempo a hibernar, e acho que é um sentimento comum a muita gente. Ninguém quer combinar nada, ninguém está com paciência, e entre apanhar um frio desgraçado e ficar em casa envolta num pequeno mundo polar, a segunda opção ganha assim com grande vantagem.
Com isto tudo, parece que o fim-de-ano foi há uma vida. Mas não, foi só há um mês (e pouco, vá). Ainda não tinha falado sobre isso aqui no blog porque,
lá está, estive a hibernar em Janeiro, mas agora estou a voltar à vida e a recuperar há uns temas. Ninguém estava para grandes festas nem rambóias (somos pessoas idosas), por isso eu e os meus amigos decidimos que fixe, fixe era arranjar uma casa grande onde coubéssemos todos e onde nos pudéssemos dedicar a coisas de idosos. Tipo, comer e jogar jogos de tabuleiro. Era o nosso grande plano de reveillon.
Depois de alguma investigação, acabámos por aceitar o convite do
Martinhal Quinta Family, no Algarve. Uns amigos nossos já tinham ficado no de Cascais e convenceram-nos com duas palavras mágicas: kids club. O Martinhal é um espaço pensado para as famílias, por isso não faltam actividades para a criançada. E, sim, um kids club incrível, o Raposinhos (dos seis meses aos oito anos), para onde fizemos questão de recambiar os putos para podermos ter algum sossego. Achámos que pudessem estranhar, mas o facto de terem ido em grupo ajudou. E a educadora que os recebeu era incrível, todos os dias chegavam cheios de novidades e a contar tudo o que tinham feito. Moral da história, assim que acordavam pediam logo para ir para o clubinho, estavam-se nas tintas para nós.
Ficámos divididos em duas casas enormes, tão grandes que no último dia ainda consegui descobrir um quarto que não tinha visto. Optámos por fazer o jantar da noite de fim-de-ano em casa, que estava completamente equipada com tudo o que precisámos para ser felizes e para ficar a comer até às tantas da manhã (acho que ainda estou a fazer a digestão daquilo tudo). Ambas as casas tinham piscina e acho que, naqueles três ou quatro dias, devemos ter dito umas 430 vezes “isto no Verão é que deve ser mesmo bom”. No Inverno também tem o seu encanto. Está tudo calminho, há piscina interior, há sítios bonitos para passear ali à volta, mas no Verão deve ser ainda mais espectacular. No dia 1 apanhámos um sol do caraças, calorzinho mesmo bom. Não deu para mergulhar (ainda houve quem falasse nisso), mas ficámos horas à conversa esticados nas espreguiçadeiras da piscina, a pensar que temos mesmo de voltar no Verão.


Começámos o ano assim em muito bom, não só porque estávamos num sítio incrível mas porque estarmos juntos é sempre uma festa. E como já andamos a pensar num destino de Verão, o Martinhal está mais do que na lista. Só falta que chegue o Verão. Está quase………
Estadia a convite do Martinhal Quinta Family
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