Sempre que venho ao Porto vejo-me sempre enfiada na discussão “a melhor francesinha do mundo”. Basta eu publicar uma foto da francesinha que estou a comer naquele momento para se instalar o caos. Para mim nenhuma bate a do Café Santiago, mas sou pessoa aberta a novas experiências. Ontem uns amigos desafiaram-nos para ir provar as do Tappas Caffé, na Madalena, que têm a particularidade de ser cozinhas em forno de lenha. Sim senhora, são boas, gostei, mas… continuo a preferir as do Santiago. Mas pronto, foi eu pôr a foto no Instagram para começar o cambalacho. De Vila Real de Santo António a Trás-os-Montes, toda a gente me garante que é na sua terra que está a melhor francesinha. Nunca é onde eu estou, é sempre noutro sítio qualquer. “Não, não, aqui em Rabo de Peixe, nos Açores, é que está uma francesinha mesmo espectacular”, diz um. “Não vás em conversas, que eu tenho uma prima que jura a pés juntos que é numa tasca numa pequena ilha indonésia que se comem as melhores francesinhas do mundo”, diz outro. Ora bem, eu não sei o que é que define “a-melhor-francesinha-do-mundo”. Sei que só gosto de as comer aqui no Porto. Dizem que em Lisboa também há uns sítios porreiros, mas nunca fui à descoberta. É mais ou menos como as bolas de Berlim, só mesmo na Manta Rota é que me sabem bem. Francesinha é no Porto. Ou em Gaia, vá. Ou qualquer sítio num raio de 30 km. Mas pronto, como sei que têm coisas para dizer sobre o assunto, digam lá de vossa justiça: qual é a melhor francesinha?
A do Tappas Caffé
Sem comentários