Há pouco tempo disse-vos aqui que estava em Israel. Ainda não falei com mais detalhe dessa viagem porque foi tão, mas tão, mas tão boa que acho que precisei de algum tempo para assentar ideias. A verdade é que foi mesmo uma viagem incrível. Israel estava na minha lista de países a visitar. O meu cunhado viveu lá um ano, só nos dizia maravilhas, mas nessa altura não conseguimos ir visitá-lo. E ele passava a vida a dizer que tínhamos sido burros por não termos aproveitado a oportunidade. Verdade, mas pronto, não dava mesmo. Fomos agora, a convite da Magnolia, uma marca de jóias israelita que, seguramente, já viram à venda em Portugal.
Estivemos uma semana em Israel, sobretudo em Telavive, e fiquei absolutamente apaixonada, quero muito voltar. Ainda por cima está a cinco horas de avião (voo directo), chega-se lá num instante. Mas não são tudo rosas. Caso estejam a pensar ir até lá, preparem-se para
toooodo um interrogatório no aeroporto. Como já íamos preparados não estranhámos, mas os senhores, neuróticos com questões de segurança, podem ser particularmente chatos e incisivos. Como estávamos num grupo, entrevistaram-nos individualmente: de onde é que nos conhecíamos, há quanto tempo, que relação havia entre nós, o que é que íamos fazer a Israel, onde é que íamos ficar, se tínhamos sido nós a fazer a mala, se alguém nos tinha dado alguma coisa para levarmos connosco, se tínhamos estado em países árabes recentemente, etc, etc, etc. Repetiam várias vezes as mesmas perguntas, para ver se entrávamos em contradição. Para mim, que adoro andar este avião, todo este stress adicional foi a cereja no topo do bolo, mas pronto, faz parte do processo. E se isto minimizar a entrada de potenciais terroristas num aivão eu até agradeço. Na entrada em Israel voltaram as perguntas, mas desta vez já numa versão mais rápida e soft.
Depois de uma noite em Telavive, a nossa primeira visita foi a Jerusalém, mais ou menos a uma hora de caminho. E tudo o que eu já pudesse ter lido sobre esta cidade ficou muito aquém do que realmente é. As cores da cidade (todos os edifícios são feitos com o mesmo tipo de pedra, extraída na zona), a energia que se sente, o poder estar ali, é uma coisa única.
Começámos por uma visita a um mercado de rua (Mahane Yehuda), que é sempre uma das coisas que mais gosto, para poder explorar produtos típicos e pelas fotos que dá para tirar. Estava um calor abrasador nesse dia, a guia estava sempre a insistir para bebermos água, porque há muita gente que desidrata por aquelas bandas.
O almoço foi no Machneyuda, um dos restaurantes mais badalados da cidade. Pertence a três chefs de Jerusalém e apresenta versões mais contemporâneas de pratos típicos israelitas. Sou um bocado esquisitinha com a comida, sobretudo tudo o que leve muitas especiarias, mas provei várias coisas e gostei muito. O menu varia todos os dias, de acordo com aquilo que os chefs encontram no mercado e da disposição com que acordam. Se forem a Jerusalém e quiserem ir até lá marquem primeiro, é altamente concorrido.
Depois de uma passagem por uma loja Magnolia, para escolhermos algumas peças, entrámos na zona velha da cidade, onde está o Santo Sepulcro e o Muro das Lamentações. Amanhã conto-vos essa parte. =)
Viagem a convite da Magnolia Jewellary














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