25
Mai
Há meio ano falei-vos aqui do curso que fiz, com o Tiago Figueiredo, e que mudou completamente a minha relação com a fotografia. Foi o primeiro e, de lá para cá, algumas coisas ficaram diferentes. Há um antes e um depois do curso, uma fronteira muito bem definida. Para já, porque deixei de ter medo de mexer na câmara, de explorar mundos e botões desconhecidos. Depois, porque com isso veio também a necessidade de saber mais. O curso do Tiago foi mesmo muito bom, como não sabia rigorosamente nada foi tudo ganho, mas o problema é que depois senti que não tinha sido suficiente. Ainda me faltava (falta) muita coisa. Precisava, sobretudo, de não parar por ali. E então comprei uma máquina nova, duas novas objectivas e fiz mais três cursos: o de Técnica Fotográfica, o de Composição (ambos no Instituto Português de Fotografia), e um de Workflow e Edição Fotográfica, com a Isabel Saldanha. Uma vez mais, e como sabia muito pouco, saí dos cursos a achar que tinham valido imenso a pena. Os do IPF têm uma carga horária mais pesada e são bastante mais técnicos. Pessoalmente, prefiro cursos com uma componente mais prática, que contemplem tempo para ver e pensar fotografia, mas para quem está a começar e quer aprender a técnica pura e dura, estes são perfeitos. O da Isabel também foi fixe, mas só um dia é muito pouco para dominar Photoshop, Lightroom, Camera Raw, Bridge, and so on. Valeu, sobretudo, por conhecê-la, é porreiríssima e de chorar a rir.
O problema disto tudo tem sido a falta de tempo para fotografar. Precisava de sair para a rua com a máquina, precisava de muita tentativa-erro, precisava de muita coisa para a qual não tenho disponibilidade. O que é uma merda. Vejo a prática reduzida aos eventos com amigos, em que basicamente fui agraciada com o título de “fotógrafa oficial”, ou às viagens, quando as há. Tenho uma data de ideias e de projectos que não consigo pôr em marcha, porque tenho tantas outras coisas para fazer que a fotografia acaba por ir parar ao fim da cadeia alimentar de prioridades. E falta-me um olhar crítico, alguém que olhe para o que vou fazendo e que me diga o que pode ser melhorado, se há alguma espécie de evolução. Para os amigos está sempre tudo óptimo, mesmo aquelas fotos que, objectivamente, estão uma merda. Estou muito na fase de olhar para tudo e não gostar de nada, em cada foto só vejo erros. Enfim. Em Junho e Julho haverá um novo curso do Tiago, de Narrativa Fotográfica. Vão ser três dias para ver e fazer fotografia, que é precisamente o que me faz falta. Gostava muito, mas ainda não sei se tenho agenda. Se puderem, se gostarem, não deixem de ir. Não precisam de muita técnica (na verdade, não precisam de técnica nenhuma), só precisam mesmo de ir e aproveitar.
O problema disto tudo tem sido a falta de tempo para fotografar. Precisava de sair para a rua com a máquina, precisava de muita tentativa-erro, precisava de muita coisa para a qual não tenho disponibilidade. O que é uma merda. Vejo a prática reduzida aos eventos com amigos, em que basicamente fui agraciada com o título de “fotógrafa oficial”, ou às viagens, quando as há. Tenho uma data de ideias e de projectos que não consigo pôr em marcha, porque tenho tantas outras coisas para fazer que a fotografia acaba por ir parar ao fim da cadeia alimentar de prioridades. E falta-me um olhar crítico, alguém que olhe para o que vou fazendo e que me diga o que pode ser melhorado, se há alguma espécie de evolução. Para os amigos está sempre tudo óptimo, mesmo aquelas fotos que, objectivamente, estão uma merda. Estou muito na fase de olhar para tudo e não gostar de nada, em cada foto só vejo erros. Enfim. Em Junho e Julho haverá um novo curso do Tiago, de Narrativa Fotográfica. Vão ser três dias para ver e fazer fotografia, que é precisamente o que me faz falta. Gostava muito, mas ainda não sei se tenho agenda. Se puderem, se gostarem, não deixem de ir. Não precisam de muita técnica (na verdade, não precisam de técnica nenhuma), só precisam mesmo de ir e aproveitar.
* Henri Cartier-Bresson
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