Fui ao IKEA com uma missão específica: ver decorações de Natal. Aparentemente, Lisboa inteira teve a mesma ideia. Ou isso ou lembrou-se tudo de mudar de casa este fim-de-semana, tamanha a quantidade de gente que já por lá andava às onze da manhã. Isso e a quantidade de operações STOP ali à volta. A polícia deve ter pensado “eh pá, deixa-nos lá ir apanhar aquela malta que foi só comprar uma cómoda Malm mas depois lhe deu forte e feio na cerveja sueca”. Mas bom, dizia eu que fui num pé e voltei noutro (bem, era a intenção), só mesmo para comprar umas bolitas e umas luzes. Mas, claro, aquela loja é o demónio, especialista em criar-nos necessidades que não temos. Ou que até podemos ter, mas ainda não nos tínhamos lembrado e vivíamos bem dessa forma. Foi assim que dei por mim a trazer um tapete para a casa de banho. E mais umas caixas para o escritório. E outra para os brinquedos do Mateus. E mais velas. E guardanapos (por acaso estava a precisar). Ainda dei por mim a espreitar as almofadas, os edredons e os cortinados, mas decidi ter juízo. Pelo meio, lá consegui trazer umas bolitas e umas coisas de Natal, mas poucas. Mas estou abastecida de caixas para todas as divisões da casa, impecável.
Não volto ao IKEA nos próximos 14 anos.
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